Um mês se passou desde o ocorrido na balada. Uma coisa estranha que aconteceu nesse tempo é que quase toda noite aquele número desconhecido me ligava. Eu atendia mas a pessoa não falava nada e desligava. To com isso na cabeça e dá próxima vez, nao atendo mais... E agora, numa quinta feira a noite está eu aqui arrumando as malas pra ver a mamãe e o papai. Só Deus sabe a saudade que eu estou sentindo. Vou pegar o vôo amanhã cedo, tipo, muito cedo mesmo.
Terminei de arrumar minha mala e fui dormir.
Acordei com meu celular despertando às 6hrs. Me troquei colocando uma calça jeans, um moletom cinza e uma alpargata. Desci minhas coisas, chamei um táxi, bolsa, óculos na cara porque não tava afim de passar nada.
Dormi a viagem toda, até que sou acordada pela aero moça.
- Senhorita, pousamos. - ela me disse.
- Ah, ok. Obrigada - sorri e me levantei.
Desci do avião e fui em direção da área do desembarque, até que avistei meus anjos parados com os olhos brilhando e um sorriso nos labios. Corri até eles e o abracei.
- Que saudades - disse enquanto enchia mamãe de beijos.
- Muitas saudades - ela riu.
- Vamos então, temos 4 dias para matar essa saudade. - papai disse pegando minhas coisas. Fomos no carro deles, e cada rua que eles passavam me faziam sentir falta daquele lugar, daquela cidade.
- Chegamos - papai disse me tirando do mundo da lua.
Descemos e entramos na imensa casa. Papai era dono de uma rede de lojas de roupa e mamãe o ajuda administrar. Eles que me ajudaram a montar o ateliê e quando estava indo pro aeroporto para ir de vez para São Paulo, eles me deram a chave, que seria do meu apartamento.
- Ai to com sono - ri e me joguei no sofá.
- Folgada desde sempre - Papai disse rindo de mim. Dei de língua.
- Vem filha, vamos tomar café. - mamãe disse nos chamando pra mesa. E assim fui, abraçada de lado com meu pai.
Já disse o quanto estava com saudade desse mimo todo? Pois é, eu estava.
Depois de comer mais do que devia, subi para meu quarto. Entrei nele e tudo estava da mesma forma quando deixei. A cama arrumada, minhas fotos na parede, ursinhos espalhados pelo quarto, tudo.
- Eu e o seu pai não tocamos em nada, eu juro - mamãe disse no meu ouvido quase me matando de susto.
- Senhor - ri colocando a mão no coração.
- Vai descansar um pouco, te chamo pro almoço. - mamãe beijou meu rosto e saiu me deixando só. Fechei a porta do quarto e fui tomar um banho. Ok, agora deu sono de verdade. Fechei as cortinas, liguei a tv no baixinho e apaguei.
~•~
- Hey, acorda - mamãe estava sentada do meu lado me cutucando. Ela sabia o quanto odiava ser acordada assim.
- Por incrível que pareça, senti saudades de ser acordada assim - ri ainda de olhos fechados.
- Sei que sim - ela riu também. - Agora xô preguicinha porque já são 2 da tarde. Você tava num sono tão bom que resolvi não te acordar pro almoço. Mas deixei comida pra você no forno.
- Obrigada - sorri sentando na cama.
- De nada - ela sorriu sem mostrar os dentes. - Bom, agora vou ter que dar uma saidinha. - ela disse se levantando.
- Aonde a senhora pensa que vai? - Falei levantando uma sobrancelha.
- Apareceu um problema lá na loja e seu pai pediu arrego - ela riu - vou lá, mas não demoro. - ela foi em direção da porta - Antes que eu esqueça, de noite temos um jantar pra ir. Nada chique, é na casa de uma amiga minha. Você vai adorar eles, inclusive o filho dela - ela riu.
- Mãe! - a repreendi séria e depois rimos.
- To brincando. Agora vou nessa, beijos. - ela jogou beijos e se foi.
Depois de muita luta, venci a preguiça e levantei. Coloquei um shorts jeans e uma regatinha branca, chinelos no pé e desci.
Vou pra cozinha e pego uma maçã, não estava com fome. Peguei um livro e fui pro jardim. Achei uma sombra maravilhosa e me deitei ali. Estava focada no meu livro quando escuto um barulho de um carro potente. Tiro o livro da altura dos meus olhos e fui ver o que era. Era simplesmente uma R8 prata estacionando na casa do lado. Tá, vou trabalhar muito pra conseguir um igual, quero nem saber.
Continuei olhando, até que a pessoa que estava dirigindo desceu do carro. Uma pessoa não, um toro né?! Era um homem, muito forte, ele usava uma regata branca e uma calça estilo saruel, tênis e óculos. Não consegui vir seu rosto pois ele não olhou pra trás, mas aquele corpo fez eu senti um gelo.
O homem entrou na casa e eu voltei a ler.
Papai apareceu do lado gritando "bu". Nem preciso dizer o grito que dei né? Levantei e saí correndo atrás dele. Cheguei na sala ofegante. Desde quando meu pai corria tanto?
- Virou maratonista? - disse ofegante pro papai que estava sentado no sofá rindo.
- É, mais ou menos.
Peguei uma almofada e joguei nele. Depois sentei do seu lado e me aninhei em seu colo.
Ele depositou um beijo na minha testa e ficamos em silêncio. Meu pai me trazia calma, era incrível isso.
Mamãe chegou na sala com um sorriso bobo.
- Tirei uma foto mentalmente dessa cena - ela veio em nossa direção e se sentou do meu lado também.
Ficamos vendo tv, eu contando de como estava lá em SP e eles contando como estavam aqui em Patrocínio.
- Meu deus, já é sete horas - mamãe disse se levantando e eu e papai a olhamos confusa - o jantar, na Karina. - mamãe disse como se fosse óbvio.
- Sério? To afim não. - disse fazendo um bico e tampando a cara com uma almofada.
- Nem eu - papai me imitou e começamos a rir.
- ha ha que engraçados. Agora vão se arrumar logo, marcamos às 20hrs e você sabe muito bem Carlos.
- Ixi, não tá mais aqui em falou, dona Camila. - papai deu um beijo roubado na mamãe e subiu correndo as escadas. Mamãe apenas riu e eu também.
Subi para meu quarto escolher uma roupa. Escolhi um vestidinho florido com um fundo preto e uma sapatilha vermelha. Tomei um banho rápido e fui me arrumar. Coloquei a roupa, passei base, pó, fiz delineador gatinho, uns kilos de rímel, um batom rosinha e pra finalizar, blush. Meus cabelos estavam de bem comigo, então apenas pentiei eles e o deixei natural, afinal estavam lisos. Pulseira e relógio, um pouco de perfume e estava pronta.
Desci as escadas e papai estava de camisa social azul marinho e uma calça jeans. Mamãe usava um vestido simples com um pequeno salto. Lindos.
Trocamos elogios e fomos para a casa da tal vizinha denominada Karina. Para minha supresa, seria na casa do homem da R8. Vou ver essa belezura de perto, aí papai.
Ri de mim mesma.
- Tá rindo de que?
- Nada - disfarcei.
Papai tocou a campainha e fomos recebidos por um homem aparentemente na mesma idade que meu pai, ele tinha um sorriso sereno e era tipo, muito simpático.
- Fala Paulim - meu pai o cumprimentou o homem que agora tinha nome, com toque de mão e um abraço.
- Oi Paulo - mamãe sorriu e o cumprimentou também.
- Essa é a minha filha, Ana Clara. - papai disse e o homem se virou para mim.
Ele estendeu a mão e eu retribui.
- Prazer Ana Clara.
- Só Clara - corrigi.
Ele riu e concordou.
- Entrem e se sintam em casa. - ele deu passagem e entramos.
Na sala estava uma mulher linda, loira, com um corpinho de dar de 10 a 0 em muitas novinhas por ai. Não que ela seja velha, mas ela aparentava não estar mais na puberdade né?!
Os mesmos comprimentos. Nos sentamos no sofá, e eles começaram a conversar. Aquilo tava me deixando tediada, mesmo com eles sendo uns amores e fazerem piadas o tempo todo. Ta Ok, cadê o filho da Dona Karina que a mamãe disse que iria gostar?!
- OHH MÃE - escuto uma voz gritar do segundo andar.
segunda-feira, 16 de junho de 2014
CAPITULO 5
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o mãe? kd capítulos quirida abiga saduhosadsaduhasd
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