- Pedro?
- Oi linda.
- O-oi - Não acreditava no que eu estava vendo. Meu ex, ali na minha frente, com um cabelo perfeitamente arrumado, um perfume de embebedar qualquer um e um sorriso que na boa, devia ser pecado sorrir daquele jeito.
- O que você tá fazendo aqui? - me soltei dele para olhar em seus olhos cor do céu.
- Me mudei pra cá - ele sorriu de novo. Sacanagem. - Que saudades de você. - ele se aproximou novamente me fazendo encostar na grade do camarote.
- Pois é, faz tempo né? - disse tentando me soltar.
- Que tal matarmos essa saudade?
- Hey, vai com calma. - me esquivei dele e consegui soltar suas mãos que estavam na minha cintura. O que ele tá pensando? Se bem que aquela boca era tentadora. Aquele olhos. Meu deus, não! Não posso cair em tentação.
- Porque? Vai dizer que você não sente falta do meu beijo. - ele me agarrou de novo e beijou o canto da minha boca. Acho que morri. - Não sente falta dos meus carinhos - ele acariciou meu rosto. - Hein?
Não resisti e o beijei. Esse homem!
- Clara? - escutei uma voz me chamar. Me soltei do Pedro e ri e olhei em direção da voz.
- Que foi Iza? - eu e o Pedro ria.
- O que você tá fazendo com esse canalha?
- Epa, calma aí gatinha. Estamos matando a saudade. Aliás - me virei para o deus grego vulgo Pedro - que tal pegar mais uma bebida pra mim?
- Claro linda. Já venho - ele me deu um selinho e foi.
- Você tá louca? Oi? Cadê a minha amiga?
- Não - gargalhei - to aqui linda e gostosa. Nossa miga, esse Pedro tem uma pegada que olha.
- Garota você tá fora de sí, já deu, vamos! - não consegui protestar, minha cabeça tava girando e tudo em minha volta tava lindo demais. Olha aquela garota e a roupa dela. Como para de rir?
- Zabela, me solta. - ri dela me puxando no meio da multidão.
- Não. Vamos embora, você bebeu muito.
- Bebi pouco. Falar em bebida, Pedro deve tá me esperando, tchau. - tentei me soltar dela, mas foi em vao. Amiga maromba.
- Eu não vou te soltar. Ali, SARAH - ela gritou umas três vezes até que a surda ouviu. - Essa louca está bêbada e você não vai acreditar com quem ela estava. Melhor irmos embora.
- Tá de zoa? Agora que conheci um gatinho. - Sarah sorriu.
- Safada! - disse meio enrolada e caí na gargalhada. Acho que não to bem.
- O caso é sério, vamos por favor.
- Tá bem, vão indo pro carro que já to indo.
- Tá. - e lá vai a louca da Zabela me puxar de novo.
- Quero o Pedro, buaaaaa - fingi estar chorando.
- Tenho certeza que você não vai querer ele amanhã quando estiver sã.
Iza me forçou a entrar no carro, colocou meu sinto e depois ouvi vozes no carro. Acho que era as meninas. Em questão de segundos apaguei.
~•~
Acordei com uma dor de cabeça que parecia que minja cabeça ia explodir a qualquer momento.
- Ai - resmunguei colocando a mão na cabeça.
- Bela adormecida acordou? Ou diria Bela bêbada? - Sarah disse entrando no quarto e se jogando na cama.
- Pra que gritar?
- Quem tá gritando? Tá louca?
- Você. - coloquei o travesseiro na minha cara - Que horas a gente veio embora?
- Às 3 da matina. Você não lembra?
- Não. Mas devia lembrar? - disse sentando na cama e encarando a Sarah que não estava com uma cara muito boa.
- Sinceramente? Não sei se devia.
- O que houve? - disse preocupada - Não transei com nenhum maluco não né?
- Não - ela riu, ufa. - Graças a Iza, porque né?!
- Oi?!
- Olha, vou ser franca. Você estava MUITO bêbada, sei lá quantas caipirinhas você bebeu. Só sei que a Iza pegou você agarra com - ela engoliu seco, ai meu senhor - Com o Pedro.
- PEDRO? - sim, eu gritei. Oque? Oque ele tava fazendo aqui? Oque eu tava fazendo? Não, não pode ser. Comecei a rir, não porque achei graça e sim porque estava desesperada.
- Pois é. A Iza te arrastou, você tentou voltar lá com ele mas ela não deixou. Enfim, vocês só se beijaram.
- Só? - ri - Como assim só? - falei séria. - Como eu pude fazer isso? E ele? Ele disse alguma coisa?
- Pelo que sei não.
- Puta que pariu. Como eu tive coragem? Que nojo. Que nojo de mim, que nojo dele. Arghhhhhhh - me joguei na cama escondendo meu rosto.
- Opa, não precisa sentir nojo de você. Você tava bêbada, pessoas bêbadas não raciocina.
Olhei pra Sarah e segurei minhas lágrimas.
- Eu prometi pra mim mesma, amiga. Eu disse que nem se eu tivesse morrendo eu chegaria perto dele. Você lembra, você sabe oque passei. - não aguente e chorei.
As lembranças veio na memória. Quando eu tinha 16 anos eu era perdidamente apaixonada por ele e ele por mim... ou pelo menos era isso que pensava. Depois de me entregar para ele, vi que tudo era uma farsa, que ele nunca me amou e sim fez tudo isso por uma aposta. Foi horrível, nunca fui tão humilhada na minha vida. E agora, depois de tudo isso eu me deixo levar por bebidas.
- Não chora, por favor. - Sarah me abraçou. - Sério, isso já passa. Calma, shiiiii - respirei fundo e fui me acalmando aos poucos. Depois de uns vinte minutos eu fui tomar um banho na tentativa de fazer essas lembranças sair junto com a água.
Depois de um banho longo, fiquei o dia atoa com a Sarah. A Iza chegou logo depois do almoço e trouxe sua prima junto, a Gabriella pois ela veio passar um tempo em Sao Paulo estudando. Fomos pra piscina, afinal tava um calor pertubador.
- Iza - a chamei.
- Oi piri - ela sentou do meu lado.
- Obrigada!
- Por - ela me olhou meio desconfiada.
- Por me tirar de perto daquele - segurei para não falar palavrão.
- Não tem o que agradecer, eu só fiz oque tinha que ser feito. - ela deu de ombros.
- Mesmo assim, obrigada. Se não fosse você só Deus sabe oque eu iria aprontar. - puxei ela para um abraço.
Depois nos soltamos e pulamos na piscina.
segunda-feira, 16 de junho de 2014
CAPÍTULO 4
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário