Lucas parou o carro em um estacionamento meio improvisado e abriu a porta para mim. Desci e caminhamos em direção a umas árvores. No meio delas tinha um caminho iluminado, caminhamos em silêncio, apenas apreciando a beleza de tudo aquilo. No final do caminho, tinha um restaurante ao ar livre, de fundo a grande SP.
- Uau - eu disse.
- Permita-me? - Lucas estendeu o braço, eu ri da cara que ele fez e passei meus braços pelo o dele.
- Oi, tenho uma reserva. - Lucas disse para a mulher que veio em nossa direção.
- Lucas?
- Isso - ele sorriu gentilmente.
A mulher nos guiou para uma mesa no canto, a vista dali era perfeita. Dava pra ver boa parte da cidade agitada de SP, só que agora ela parecia calma e silenciosa.
Nos sentamos e fizemos os pedidos.
- Como achou esse lugar? - o olhei.
- Me indicaram - ele deu de ombros e olhou para a vista maravilhosa a nosso lado - Mas nem eu sabia que era tão lindo aqui. - ele voltou a me olhar - Gostou?
- Muito - sorri.
Ficamos conversando horas e horas, acabei contando do meu avô, disse que estava mal porque vi uma foto dele mas não do violão. Ele me contou também de sua família, de sua carreira, de tudo um pouco. Teve dois casais que o reconheceu e pediu pra tirar foto, ele aceitou na hora. Conversamos mais um pouco, juro que não sei da onde saiu tanto assunto.
- Acho melhor irmos - digo quando vi as horas, que marcavam onze e pouco da noite.
- Mas antes, você vai dançar comigo. - ele disse se levantando.
- Ah mas eu não vou não - ri balançando a cabeça negativamente.
- Ah qual é, custa nada.
- Não, eu tenho vergonha. - cruzei os braços.
- Não vamos enquanto você não dançar comigo - ele cruzou os braços me imitando.
- Eu chamo um táxi. - dei de ombros
- Celular não pega - ele disse indiferente. Peguei meu celular e realmente ali não pegava.
- Merda! - resmuguei e ele riu. - Não vai desistir mesmo?
- Não! - ele disse e estendeu novamente a mão. Dessa vez eu peguei nela. Fomos até a pista de dança onde tinha uma banda tocando ao vivo. Eles tocavam Jorge e Mateus. Lucas segurou firme minha cintura e eu passei meus braços pelo seu ombro, segurando por fim seu pescoço. Começamos dançar lentamente e conforme a música fluía, Lucas me puxava delicadamente para mais perto. Eu estava completamente entregue ao momento, até que percebi oque iria acontecer.
Abaixei a cabeça depressa.
- Hey - ele sussurou colocando a mão no meu queixo para fazer nossos olhares se encontrar. Desse jeito não dá, não sou de ferro também né!
- Oque houve - ele me perguntou com uma carinha mais fofa do mundo.
- Desculpa, mas hoje não. - abaixei a cabeça novamente para não ver sua expressão.
- Não tem problema, eu que peço desculpas. - olhei para ele que estava com um sorriso sereno nos labios. - Mas posso pedir uma coisa? - ele fez um bico enorme. Já posso morder?!
- Pedir pode, agora se vou fazer.... - disse e ri. - Fala.
- Me abraça?
Não respondi, apenas me afundei em seu peito. Ele me apertou contra deu corpo e depois de minutos nos soltamos.
- Tá, agora podemos ir?
- Vamos - ele riu.
Pagamos a conta e fomos.
No caminho fomos cantamos músicas aleatórias. Tipo dois loucos mesmo.
- Entregue - ele sorriu.
- Lar doce lar - sorri de volta. - Obrigada pela noite maravilhosa.
- Eu que agradeço. - Lucas me olhou profundamente, tão profundo que mais um pouco eu via sua alma.
- Boa noite. - me inclinei e beijei seu rosto. Ele apenas sorriu enquanto descia do carro. Esperei ele partiu e entrei em casa.
~ LUCAS NARRANDO ~
Tá virando rotina passar madrugadas acordado? Mas hoje não, hoje esse silêncio tava me deixando louco.
Peguei meu celular e liguei pro Willibaldo, dane-se se ele tá dormindo.
- Que foi? - ele atendeu com voz de sono.
- Preciso conversar. - suspirei fundo.
- Ih, coisa boa que não é. Oque tá pegando?
- Clara.
- GAMOU?! - acho que não precisava gritar não sou surdo.
- Não! Tá louco? - disse mais para mim mesmo do que para ele.
- Oque foi então?
- Hoje - olhei pro relógio do lado da cama - Ontem a gente saiu pra jantar e
- JÁ LEVOU PRA JANTAR? GAMOU!
- Se você gritar mais uma vez eu vou ai te socar. E oque tem levar pra jantar? Eu levo todas.
- Tá, parei.
- Acho bom.
- Então qual o problema Lucas? Na boa, to com saco pra aguentar amigo inseguro não.
- O problema é que todas que eu levei para jantar foi pra poder trazer pra cama! - disse com raiva.
- E.. - ele esperou eu continuar
- E com ela não pensei nisso em nenhum momento.
- G A M O U, Gamou.
- Tchau Willi. - desliguei na cara dele.
Meu celular tocou minuto depois.
- Juro que parei. - Ele disse e riu.
- Qual é? Vai tirar sarro? - disse sem paciência
- Já parei carai. Só retornei pra te falar uma coisa: se você ligou pra pedir conselho ou algo do tipo, primeiro defina isso tudo. Se nem vc sabe o motivo da sua paranóia, pq eu deveria saber? Depois nos falamos. Boa noite, tchau.
Não respondi e deixei ele desligar.
aaaai que tudoo ...! E acho que ela ja pode matar a vontade do lucas, e deela tbm néé kkk' coontinua ♡
ResponderExcluirContinuaaaa,tô amando.
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