terça-feira, 24 de junho de 2014

CAPÍTULO 11

Sorri e caminhei em sua direção, ele estava imóvel. Cheguei perto do seu rosto, fiquei na ponta dos pés e depositei um beijo na sua bochecha e o toque de sua barba contra meu rosto me fez arrepiar. Sorri e voltei para a porta.
- Boa noite - ri, ele ainda estava imóvel.
- Bo-boa. - ele respondeu com um sorriso enorme, a ponto de rasgar seu rosto de tão grande.
Fechei a porta e subi pro meu quarto. Tirei a calça e o moletom e me joguei na cama.

- Bom dia - escutei a voz da mamãe perto de mim, abri os olhos e vi ela abrindo as cortinas do quarto.
- Ah não - tampei a cara com o edredom.
- Ah sim. Hoje é seu último dia e temos que aproveitar.
- Ble - disse rindo.
- Anda mocinha. Se arruma que vamos no shopping. Tchauzinho - ela disse se retirando do quarto.
Levantei e fui tomar um banho gelado para despertar. Saí do banho enrolada na toalha, fiz minhas higienes e fui escolher uma roupa. Coloquei uma calça bordô com uma blusinha branca com detalhes em dourado, sapatilha dourada, relógio e meu querido óculos de sol. Coloquei o celular no bolso e desci.
- Pronto - sorri sem mostrar os dentes para mamãe que estava sentada no sofá vendo tv.
- Então vamos.
- Vamos, deixa eu só pegar uma fruta. - corri até a cozinha e peguei uma pêra.
Animação pra ir em shopping, cadê?!
Mamãe queria entrar em todas as lojas, acabamos comprando várias coisas.
Almoçamos por lá mesmo e voltamos pra casa.
Fiquei o resto da tarde com papai que não tinha ido trabalhar, depois subi arrumar minhas coisas, pois iria pegar o avião às 9:30 da manhã.
Jantamos e fui dormir.
Acordei com o celular despertando. Me troquei e papai ajudou eu descer as malas.
Chegamos no aeroporto e fui direto fazer check in. Terminado isso, voltei para me despedir deles.
- Mãe - abracei ela que estava com os olhos marejados. - Fica bem tá?
- Só se você prometer que não vai me abandonar mais.
- Jamais - sorri e dei um beijo em sua bochecha.
- Pai - sorri mas não consegui segurar às lagrimas. - Cuida bem dela tá? - disse me referindo a mamãe
- Podeixa. Você está proibida de ficar muito tempo longe de nós, ok?
- Tá - sorri e o abracei novamente.
Peguei minha bolsa e caminhei pra direção do embarque, quando escuto uma voz me chamando.
Olho para trás e vejo Thamires correndo na minha direção. Soltei minhas coisas e fui de encontro com ela. A gente não se abraçou, a gente se esmagou.
- Pensei que tinha esquecido de mim. - disse dando um tapa na cabeça dela enquanto secava as lágrimas.
- Desculpa - ela fez uma cara de safada. - Vou ir te visitar semana que vem, então de boa. - ela deu de ombros e eu a encarei.
- Desembucha logo menina! - eu ri.
- Depois te conto tudo tá? Agora vai, tão chamando. Te amo - ela me puxou para mais um abraço.
- Pena que não posso dizer o mesmo. - ela me soltou e me olhou incrédula. - To brincando idiota.
Me despedi dela e acenei pros meus pais que estavam no mesmo lugar e embarquei.
Entrei no avião, coloquei meus fones e fui para outro mundo, até que senti alguém me cutucar. Tirei os fones e olhei pro lado.
- Você tá me seguindo? - ri.
- Não - ele riu. - Perdi o vôo de madrugada, ai por sorte consegui passagem pra esse. Totalmente coincidência, juro.
Apenas sorri e voltei a colocar meus fones. Lucas me cutucou mais uma vez.
- Que foi menino? - ri.
- Dá um fone aí, perdi o meu. - ele fez bico.
- Como assim dá? Acha que manda?
- Claro, tenho certeza. - ele foi e tomou um lado do fone de mim.
O avião decolou e eu dormi que nem vi. Acordei eu estava com a cabeça no ombro do Lucas e ele encostado na minha cabeça.
Sente direito como num pulo, ele me olhou assustado.
- O que foi?
- Nada - sorri tentando não passar o constrangimento.
Até que enfim o avião pousou. Peguei minhas coisas e desci.
- Dá pra esperar? - Lucas disse andando um pouco rápido pra me alcançar.
- Desculpa. - diminuí a velocidade e ele ficou do meu lado.
- Quero te ver outras vezes - o olhei com uma sobrancelha levantada - Assim, quando eu passar por SP, dá pra gente sair, não sei - ele riu.
- Tudo bem - sorri.
- Eta porra - ele disse com os olhos arregalados olhando para frente. Acompanhei seu olhar e me deparei com uma multidão de meninas com faixas, camisetas, cartazes.
- Espera - ele disse e segurou meu braço. - Vou ligar pro Hulk e pro Ale, eles devem estar aí fora. Espera aqui comigo.
- Ai meu Deus. Anda logo então - ri.
Ele foi no canto fazer a ligação e voltou logo depois.
- Eles tão vindo. - ele sorriu.
- Posso ir já?
- Não. Você espera.
- Ganhei um pai e nem sabia, orra. - ri
- Um pai não mas se quiser ganhar outra coisa. - ele disse sério.
- An? - o olhei confusa.
- Nada - ele riu.
- Mereço. - ri também.
- Chegaram. - Lucas apontou para dois homens vindo na nossa direção. Um mais magrinho e o outro parecendo um boi de tão forte.
- Fala Hulk - Lucas cumprimentou o mais forte, que agora tinha nome.
- Lucas você está cinco horas atrasado, tive que desmarcar a rádio de hoje e agendei pra manhã.
- Foi mal, Ale - ele disse pro mais "magro"
- Já falei com os seguranças do aero, eles vão dar cobertura.
- Não - ele disse pra ele mesmo - eu quero atender todas.
- São muitas. - Ale disse
- Não ligo. Não tem mais rádio né? Então não tem problema.
- Tá né - Ale disse.
- Lucas - cutuquei ele. Tenho certeza que ele esqueceu de mim ali.
- Hm - ele murmurou.
- To indo. - só então ele percebeu que era eu.
- Ah - e sorriu. Por uns segundos minhas pernas quase falharam e uma escola de samba apareceu na minha barriga. - Como viu, vou ficar por aqui hoje, a noite te ligo tá? Tá!
- Tá nada, hoje eu vou sair com meu namorado. - segurei o máximo que pude, mas não deu, a cara do Lucas foi a melhor. - To brincando - gargalhei.
- Nossa - ele colocou a mão no coração.
- Até, tchau. - fui saindo e ele segurou minha mão.
- Vai saindo sem se despedir direito? Quero abraço, nem adianta.
Ri e o abracei. Ainda bem que ele me levantou do chão porque minhas pernas não me perteciam mais, o cheiro do perfume dele invadiram meu mundo e pra piorar, ele depositou um beijo entre meu ombro e meu pescoço. Arrepiou até os pelinhos do nariz, certeza.
- Até - ele disse sorrindo enquanto eu tentava manter minhas pernas firmes no chão, para não sair andando que nem uma pata.
Apenas sorri e fui. Passei no meio das meninas (porque não tinha outro lugar para passar) e todas, literalmente TODAS me encaravam. Me encolhi e continuei andando. Por obra de Deus tinha um táxi parado na frente do aeroporto. Passei o endereço de casa e fomos.


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