domingo, 3 de agosto de 2014

CAPÍTULO 23

Fui até a porta receber o Lucas. Ele esta mais perfeito que o normal (se é que isso é possível) usando uma calça jeans com um camisão azul bebê aberto até a altura do seu peito, seu colar inseparável, tênis e o cabelo devidamente no lugar.
- Uau - falamos juntos e rimos.
- Caraca muleque, que dia, que isso - Lucas cantarou e eu ri. - Tá linda - ele disse com um sorriso capaz de iluminar o mundo.
- Obrigada - sorri tímida. - Vamos?
- Vamos! - ele me estendeu o braço para passar o meu e assim fiz.
- Ami, não esquece a chave - gritei para a Thami antes de fechar a porta. Escutei ela gritar um ok.
Lucas abriu a porta do carro para mim entrar.
Coloquei o cinto e esperei ele entrar também.
- Você tá show - disse rindo.
- Nossa - ele me olhou segurando a risada.
- Que foi?
- Nunca ouvi um elogio desse - ele riu.
- Pois é, gosto do diferente.
- Eu sei. - ele sorriu e deu partida no carro.
Adivinha? Caminho todo cantando loucamente. Qual é, a vida sem música não tem graça!
- Meu Deus - falei assim que fizemos a curva dando de cara com uma rua repleta de carros.
- Antes de qualquer coisa, você veio COMIGO e com mais ninguém tá? Tá.
- Que? - olhei pro Lucas.
- Não quero você de nhenhe com ninguém, tenho ciúmes e falo memu - ele disse rápido e desceu do carro. Apenas sorri. Ele abriu a porta para mim e assim que pisei no chão para descer, milhares de flash veio na minha cara.
- Lucas - sussurrei.
- Tá tudo bem. - ele passou os braços pela minha cintura e entregou a chave para o manobrista do evento. Caminhamos rumo a entrada do local.
Entramos e nunca vi uma decoração tão impecável. Nível de gente podre de rico. Ae, Luan Santana.
- To me sentindo um cego no meio de um tiroteio. - sussurrei no ouvido do Lucas fazendo ele soltar um riso abafado. Ele me puxou para mais perto dele, fazendo nossos corpos colarem de lado.
Ai então ele começou a cumprimentar todo mundo. Tinha gente muito importante ali. Respondia todos com um "oi, tudo bem?" acompanhado de um sorriso.
Sinceramente Lucas tinha razão, festa tediosa. Sentamos em uma mesa junto com o Fernando Zor e sua esposa. Já adorei ela, um amor de pessoa.
- Vou lá falar com o dono da festa, já volto tá bem? - Lucas segurou minha mão e me deu um beijo no rosto. Apenas assenti com a cabeça.
Depois de uns 10 minutos e nada do Lucas, pedi licença na mesa e fui no banheiro.
Retoquei meu batom, ajeitei oque parecia estar fora de ordem e voltei para a mesa, na verdade não cheguei nela pois na saída do banheiro trombei com alguém.
- Ai! - resmuguei.
- Ai moça, desculpa. - Um rapaz de blazer, cabelo com luzes e uma barba mal feita me disse.
Olhei direito por causa da mal iluminação naquela área e só então me toquei que era o próprio na minha frente.
- Luan?
- Ah, sim. Oi - ele sorriu e me deu um beijo na bochecha. - Desculpa, eu tava distraído e..
- Não, tudo bem. A culpa foi minha.
- Não, eu que digo isso.
- Magina - sorri.
- Qual seu nome?
- Ah, Ana Clara, mas pode me chamar de Clarinha.
- Prazer - ele sorriu para mim. Seja lá quem for, dá pra perceber tranquilamente quando a pessoa dá sorriso safado.
- Cê tá muito linda viu?!
- Oi, te achei. - Lucas surgiu do nada me abraçando.
Luan arregalou os olhos e depois soltou uma risada.
- Vejo que já conheceu minha acompanhante né? - Lucas disse pro Luan, me puxando cada vez pra me aproximar mais dele.
- Ah! Sim, sim, já nos apresentamos.
- Então, vamos voltar pra mesa?
- Tá. - concordei incrédula com o tom de ciúmes do Lucas. - Tchau Luan, foi um prazer. - me soltei do Lucas e beijei a bochecha do Luan.
- Prazer foi meu - ele sorriu.
Lucas pegou minha mão e saiu me guiando no meio da multidão.
- Hey - soltei minha mão da dele.
- Que foi? - Lucas disse arqueando uma sombrancelha.
- Que foi digo eu - ri sem entender.
- Cê tá muito linda, prazer foi meu - Lucas disse imitando o Luan.
- Tá falando sério?
- To. Se viu o jeito que ele tava te olhando? Faltava te comer com os olhos.
- Lucas! - ri. Sim, eu estava me divertindo com aquele ciúmes totalmente desnecessário e sem nexo.
- Não ri carai.
- Tá ok - levantei minhas mãos. - Para com isso, eu hein.
- Tanto faz. Quer beber alguma coisa?
- Tá, eu quero. - dei de ombros dando por encerrado aquela cena que o Lucas me aprontou.
- Lucas Lucco?! - Uma mulher apareceu do nosso lado.
- Sim, sou eu - Lucas estalou os olhos para a morena. Também até eu se fosse homem teria a mesma reação. Morena mas não com pele escura, cabelos castanhos com as pontas mais claras que estavam com alguns cachos na ponta, usando um vestido branco colado ao corpo dando total destaque para as suas pernas.
- Muito prazer - ela sorriu e eles se cumprimentaram com um beijo no rosto.
Nossa, to sobrando então?!
Limpei a garganta para ver se alguém lembrava da minha pessoa.
- Ah, essa é a Ana Clara.
- Oi Ana, sou a Arielly mas pode me chamar de Ary.
- E pode me chamar de Clara - sorri irônica. Já achei ela oferecida, falo mesmo.
- Tá gostando da festa? - Ela perguntou pro Lucas.
- Aham - ele balançou a cabeça.
Ótimo, a cinco minutos atrás estava tendo uma crise de ciúmes porque o Luan me elogiou, agora mal apareceu uma morena na frente dele e já me esqueceu. Na boa, não foi uma idéia legal eu vir.
Saí dali e fui até a mesa, me despedi do Fernando e da esposa dele, disse que ia embora.
- Mas já?
- Não to muito bem. Desculpe. E adorei conhecer vocês viu?! - sorri para eles.
- Magina. E a gente que te adorou - eles sorriram.
Peguei minha bolsa e fui em direção a saída.
- Clara, espera! - escutei alguém gritar.
- Oi - disse assim que vi que era o Lucas.
- A onde você vai?
- Embora. Não foi boa idéia eu vim.
- Então eu te levo.
- Não precisa, vai lá conversar com a Arielly ou melhor, Ary. Vocês forma um belo casal sabia?
- O que? Aquela mulher? Não - ele começou a rir.
- Ha ha que graça.
- Amor, ela tá com o Luan. - ele cruzou os braços e se aproximou de mim.
- An? - confusão pelo "amor" e pelo fato dela estar com o Luan.
- Pois é. Ela só veio me cumprimentar, nada demais.
Revirei os olhos. - Você parecia um tapado olhando para as pernas dela, Lucas.
- Uai, o que é bonito tem que olhar.
O fuzilei com o olhar e ele riu.
- Suas pernas são mil vezes mais gostosas que a dela. - ele sorriu. - Para de charme, vem aqui - ele me puxou e me abraçou.
- Tudo bem - cedi. - Mas vamos sair daqui? Tá chato - ri enquanto me soltava de seus braços.
- Tá. Só vou me despedir deles e já volto. Ou quer ir junto?
- Não, vai lá. Eu espero aqui.
- Ok - ele olhou para os lados rapidamente e depois me deu um selinho.

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