Thamires fez uma zona na minha cozinha, voltamos pro sofá e conversamos até... bom, não lembro. Só sei que o sol já raio e eu acordei no tapete no meio da sala.
- Aii - resmunguei. Meu corpo doía. Pelo jeito dormi a noite inteira assim. Olhei em volta e a Thami estava esparramada no sofá.
Procurei meu celular que estava do lado da tv e quase derrubei ele no chão quando vi as horas.
- Carai, to atrasada - dei um pulo e subi correndo as escadas. Escutei a Thami resmungar mas nem parei para ver o que ela tava falando
Entrei correndo no banheiro e fiz minhas higienes. Abri o guarda roupa e coloquei qualquer calça que vi na frente, peguei uma blusinha florida e meu cardigã só pra cobrir os braços mesmo porque tava fresquinho. Coloquei minha sapatilha de bico fino e não passei nenhuma maquiagem, só protetor solar, ajeitei meu cabelo e pronto. Peguei meu óculos e minha bolsa e desci.
- Bom dia pra você também. - Thami surgiu do nada quase me matando de susto. - Ih amiga, tá devendo? - ela riu.
- Não entendo como você consegue acordar de bom humor - fui na direção dela e dei um beijo em sua bochecha. - A casa é sua. To super atrasada, beijão. - disse já fechando a porta e correndo pro meu carro.
Acho que bati meu recorde. Glória ao querido papai do céu o trânsito estava super tranquilo, cheguei no ateliê em 10 minutos.
- To atrasada mesmo, desculpa - digo entrando no ateliê com as mãos erguidas.
- Percebi. - Iza apareceu. Todo mundo tirou o dia pra me assustar ou o quê? - Tem uma encomenda na sua sala e também chegou os papéis da loja aprovando a coleção q você desenhou, ou seja, tudo okay - Ela piscou para mim. Sorri sentindo um peso sendo tirado de mim.
Fui em direção a minha sala e assim que abri ela me deparei com um buquê enorme em cima da minha mesa e quando digo enorme é enorme messsssmo. Corri em direção a ele e no topo havia um bilhete. Abri e não reconheci a letra.
"Sinto sua falta..."
Ótimo, quem ficou louca o dia inteiro por causa desse buquê anônimo? Euzinha.
- Ami, me ajuda a por esse buquê no carro? - digo para a Sarah que tava entrando na minha sala.
- Tá - ela riu.
Pegamos o buque e colocamos no banco de trás. Me despedi delas e fui embora. Cheguei em casa e custei a achar um lugar para por tantas rosas vermelhas, acabei que achei dois vasos e dividi elas neles.
Subi para o meu quarto tomar um banho. Lavei meus longos cabelos e percebi que já estava na hora de mexer neles, quem sabe clariar mais um pouco.
Saí do banho e vesti um shorts soltinho de seda azul e uma regata branca, calcei meus chinelos e fui ver o que tinha para comer. Passei por onde as flores estavam e parei para olhar elas. Quem mandou isso? E porque?
Fui tirada dos meus pensamentos quando escuto a campainha tocar.
Abri a porta e a Thamires carrega umas 10 sacolas, com uma cara de cachorro que caiu da mudança.
- Esqueci a cópia da chave - ela torceu a boca.
- Só não esqueceu de trazer o shopping inteiro né? - digo me referindo as sacolas.
- Ah, que nada. Só coisas básicas.
- Aham. - ri
Ela subiu pro quarto dela e disse que iria tomar um banho. Lembrei que ia ver o que tinha para comer, então assim fiz.
Resolvi fazer um macarrão com molho branco, que a Bre tinha me ensinado.
Escutei a campainha tocar novamente. Thamires esqueceu mais alguma coisa?
Limpei as mãos e fui atender.
Abri a porta e me deparei com o sorriso mais lindo de todo o universo.
- Não acredito - sorri e pulei em seus bracos.
Lucas me envolveu passando os braços pela minha cintura enquanto eu estava agarrada em seu pescoço. Senti meu coração querer sair pela boca só com o cheiro.
- Isso que é amorrrrrr, o resto é "cunversa" - A assombração da minha querida amiga surgiu na sala.
Lucas riu e nos soltamos. Contra minha vontade, só pra deixar claro.
- Quando sai o casamento? Ata.
- Nossa, cala boca - joguei uma almofada na direção dela porém ela desviou. - Vem, entra - puxei Lucas para dentro e fechei a porta.
- Vou deixar o casal 20 conversar. To cansada, vou subir. Beijao - ela veio em minha direção e beijou meu rosto, passou pelo Lucas e deu dois tapinhas no braço dele. Comecei a rir da cara que ela fez. - A propósito, tem alguma coisa queimando na cozinha.
- PORRA! - Gritei lembrando do meu macarrão e saí correndo em direção a cozinha.
Tarde demais, não deu para aproveitar nada e ainda para ajudar queimei minha mão na panela quente.
- Isso tudo porque eu cheguei? - Lucas riu de mim. Ele estava com os braços cruzados encostado na porta.
- Ha ha ha ha convencido. - sorri irônica. Comecei a limpar a pequena bagunça que fiz, mas como disse, só comecei.
- Larga disso aí - Lucas me pegou pela cintura e me virou, fazendo nossos corpos se colar.
- Se limpa pra mim? Ai que cavaleiro - dei um beijo em sua bochecha e desviei dele, voltando para a sala.
Me joguei no sofá e liguei a tv. Começou a passar "As Meninas Super-Poderosas". Adeus mundo, minha infância voltou.
- Quero bob - Lucas sentou do meu lado.
- Você o que? - o encarei.
- Esse desenho é chato, põe no Bob - ele fez um bico enorme e juntou as mãos num sinal de suplico.
- Não cola - mostrei a língua e voltei a atenção para a tv.
- Cafuné pelo menos? - ele apoiou sua cabeça em meu ombro.
- Tá. - ri - só porque to com saudades, não acostuma não.
- Muito amor, isso sim - ele disse e eu dei um tapa na coxa dele. - Ai carai - ele riu.
- Xiiiii, quero escutar.
- Xiiii - ele me imitou e eu revirei os olhos.
Sim, somos pior que crianças, algum problema?
quarta-feira, 30 de julho de 2014
CAPÍTULO 21
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