Subi pro meu quarto, enquanto pegava uma roupa pra emprestar pra Sarah, ela foi tomar banho. Separei algumas peças de roupa e deixei em cima da cama. Pra mim peguei um vestido longo florido com um cinto azul marinho marcando a cintura e nos pés separei uma rasterinha marrom. Depois de um tempo a Sarah saiu do banho.
- Pensei que tinha descido pelo ralo - disse enquanto pegava uma toalha.
- Saí encosto. - ela revirou os olhos e riu.
Fui tomar meu banho, lavei meus cabelos que estavam mega grande. Saí do banho e fui me arrumar, fiz uma make simples porém com vários kilos de rímel. Terminei de me arrumar e a Sarah também.
Desci as escadas e a Iza tava cochilando no sofá.
- ACORDA - gritei no ouvido dela, fazendo-a cair do sofá.
Quase morri de rir.
- Babacas - ela disse se levantando toda desajeitada - Demoram um ano pra se arrumar e ainda vem me assustar, posso com isso? Não posso! - ela riu.
- Vamos logo.
- Tá tá.
Coloquei meu querido Ray Ban e fomos pra porta. Assim que abri, dei de cara com a Gabriella.
- Oi - sorri educadamente.
- Oi - já ela nem olhou pra minha cara. - Vocês vão sair?
- Sim. - respondi
- Tudo bem. Vou sair também, não precisa me esperar - ela disse pra mim e depois entrou.
- Nossa - Sarah disse.
- TPM, ignorem - Iza disse.
Não, não era tpm. Mas ok, vamos ignorar para ter boas relações.
Fomos todas no carro da Iza. Chegamos lá fomos recebidos pela Dona Edna (mãe da Iza)
- Oi meninas, quanto tempo - ela sorriu nos cumprimentando.
- Pois é - sorri
- Vocês tem que vir mais aqui poxa, me sinto sozinha. Izabela me troca por vocês.
- Oh dengo - Iza abraçou ela de lado e nós rimos.
- Vem, o almoço está pronto.
Entramos e tinha várias pessoas da família da Iza. Cumprimentamos todos e o logo em seguida o almoço foi servido. Tinha lasanha, l-a-s-a-n-h-a.
- Comi tanto que to passando mal - me joguei no sofá que tinha nos fundos da casa da mãe dela.
- Duas - Sarah sentou do meu lado.
- Comida da mamãe é maravilhosa.
- Concordo, vou vir visitar a tia mais vezes - ri
Ficamos atoa quando meu celular toca. Era o Lucas.
- Chora - disse levantando do sofá para ir atender em outro lugar porque com a gralha da Sarah e da Izabela não dava pra ouvir nada.
- Buáaaa - Lucas fingiu estar chorando e eu caí na risada.
- Qual seu problema, meu deus - ri
- Tédio.
- Não te entendo, você fala que sente falta de paz e quando tem fica entediado?
- Pois é, sou muito complicado - ele riu. Aquela risada...
- Concordo.
- Vamos sair?
- Ir aonde?
- Não sei, apenas sair, sem rumo, qualquer lugar. - ele riu
- Que horas?
- Agora?
- Hm, não sei não.
- SE FOR O LUCAS, FALA PRA ELE TE AGARRAR LOGO PORQUE É ISSO QUE VOCÊ QUER. - Sarah gritou atrás de mim. Beleza, agora eu jogo ela na piscina e mato ela afogada. Lucas começou a rir.
- Como lidar com essas amigas problemáticas?
- Se souber me avisa, também to precisando aprender. - rimos.
- Tá, eu topo.
- Topa o que? - Lucas perguntou,
- Lucas!
- To brincando. Passo te pegar daqui 20 minutos.
- Eu não to em casa. - respondi antes dele desligar.
- Onde se tá criatura?
- To na mãe da Zabela.
- Tá, me passa o endereço.
Passei o endereço e voltei pro lado das meninas.
- Vou sair.
- ISSO, TROCA SUAS AMIGAS LINDAS QUE ESTÁ COM VOCÊ EM TODOS OS MOMENTOS POR UM CORPO SARADO E UM SORRISO PERFEITO. TROCA MESMO - Sarah tampou a cara e fingiu um choro
- Sarah, ás vezes você me impressiona - disse rindo.
- Sou uma ótima atriz né? Vou investir nisso.
- Problemática. - ri
Incrivelmente depois de 20 minutos, Lucas chegou. As meninas me acompanharam até a porta depois de me despedir de todos. A tia Edna implorou para voltar mais vezes e eu prometi que voltaria.
Me despedi das duas encostos e fui até o Lucas que estava encostado na porta do carro mexendo no celular.
- Bora? - ele sorriu
- Uhum.
Ele abriu a porta para mim, quem vê pensa que é assim o tempo todo.
- Obrigada - ri entrando no carro.
Lucas deu a volta e entrou no banco do motorista. Ligou o carro e fomos.
Liguei a rádio e tava tocando "mozão"
- Nhoooonw - disse assim que reconheci. Ele deu um sorriso bobo, perfeito!
- Ai que orgulho - ele disse com voz de gay colocando uma mão no coração.
- Podre - ri e comecei a cantarolar a música.
- Sabe minhas músicas, que linda - ele disse intercalando seu olhar para o caminho e para mim.
- Fã número 1 - rimos. - Onde vamos?
- Praia.
- Mas já tá escurecendo. - o encarei.
- Tem problema não. - ele deu de ombros.
- Qual praia? - perguntei empolgada.
- Ai já é segredo - ele sorriu olhando para frente.
Sua xarope aqui quer mais
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