~ LUCAS NARRANDO ~
Sim, eu a quis desde o momento que nos trombamos pela primeira vez na casa do Sorocaba, mas ela é diferente, não sei explicar. Eu só sei que desde o início ela não se importou com o fato de eu ser o "Lucas Lucco", ela me tratou como... uma pessoa normal.
Hoje na balada ela estava perfeita, porém, com o cara errado. E aqui estou eu, as três da manha, sentado na minha cama, compondo pensando numa garota que conheci, bom, tecnicamente a dois dias.
Escutei uma batida na porta, guardei os papeis que estavam espalhados na cama e fui abrir.
- Que foi? - Isso é hora do Zoca ta acordado.
- Dá pra parar com esse violão? Não consigo dormir - ele fez cara de tédio.
- Tá. Mais alguma coisa? - disse sem paciência.
- Não. Tchau. - ele voltou pro seu quarto. Deitei na cama, entrei no insta e fiquei atoa vendo oque as meninas postavam pra mim, logo em seguida dormi.
Por incrível que pareça levantei cedo no dia seguinte, desci e peguei uma fruta e disse pra minha mãe que ia correr.
Assim que saí na rua eu a avistei, sentada embaixo da árvore lendo algum livro. Assim que ela me viu, levantou e veio em minha direção.
- Bom dia - ela sorriu se aproximando.
- Bom dia - sorri.
Ela ficou paralisada por uns segundos, parece que foi em outro mundo e depois voltou.
- Ah, eu só queria agradecer por ontem. Sério, se não fosse você, eu nem sei oque
- Hey - a interrompi - Não fiz nada demais, já disse. - dei de ombros.
- Mesmo assim, obrigada.
- De nada - ri.
- Fico te devendo uma - ela piscou rindo e se virou para voltar a sentar embaixo da árvore.
- Espera! - corri para chegar nela.
Ela me olhou sorrindo.
- Já que você tá me devendo uma, corre comigo.
Ela se assustou com o pedido.
- Nossa - ela riu.
Cocei a nuca.
- Bom, Dudu deu o bolo em mim, então
- É, Thamires também deu em mim. Lapada lapada - ela cantou minha música e riu. Ok, agora eu apaixono.
- Então, aceita? - fiz bico na tentativa de convencer ela.
- Tá, espera que vou trocar de roupas. - ela saiu correndo em direção a casa dela.
Depois de 10 minutos ela voltou.
- Vamos. - ela sorriu e saiu na minha frente. - Vai correr ou ficar parado aí? - ela disse rindo.
- To indo.
Corremos até o parque, no meio de risadas e histórias.
- Não aguento mais - ela disse apoiando as mãos na cocha.
- Já? Tá fraquinha então - debochei dela me fazendo levar um tapa no braço.
- Ai carai - disse colocando a mão no lugar do tapa.
- Quem está fraquinha? - ela disse com uma das sombrancelhas levantada.
- O Zoca - ri e ela riu também.
- Quero água de côco - ela fez bico.
- Quem?
- Quem oq? - ela me olhou e eu segurei o riso.
- Pergunto - Isso foi péssimo, mas to rindo muito.
- Ai idiota. - ela riu e saiu andando em direção a barraquinha que vendia água de côco.
- Me dá uma bem gelada. - ela dizia para o senhor da barraca.
Ela pagou e seguimos em silêncio para um banquinho embaixo da um sombra.
- Ai que deli - ela disse enquanto bebia. - Quer? - ela disse mostrando o côco.
- Não, obrigada - sorri.
- Sobra mais - ela riu e deu de ombros.
Ela terminou de beber e voltamos pras nossas casas.
- Amanhã de novo? - disse enquanto paravamos em frente da casa dela.
- Nem a pau, guento isso todo dia não. - ela fez careta e riu.
- Beleza, venho te chamar as 9hr. - disse me virando pra ir embora, enquanto ela me olhava chocada. Cheguei na garagem e olhei pra trás, ela ainda estava lá parada me olhando. Eu ri e ela também, logo em seguida se virou e entrou.
- Mãe, cheguei! - Gritei pra minha mãe que estava na cozinha.
- Ah - ela apareceu na porta - tudo bem. - ela sorriu e eu fui em sua direção enchendo-a de beijos.
- Oque você quer menino? - ela disse rindo.
- Me conhece melhor que eu mesmo. - ri - Quero mingau. - fiz bico.
- Ai senhor - ela disse e subi pra tomar um banho.
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