- Oi - dei meu sorriso e a abracei.
- Que carinha é essa? - ela me soltou para ver minha expressão.
- Odeio despedidas. - falei, por fim.
- Eu também. - ela disse já me puxando para seu colo.
Ficamos ali por um tempo conversando. Depois ela foi preparar o almoço e eu fui ajudar. A louca varrida da Thamires chegou bem na hora que estávamos sentando na mesa, e pra deixar claro, ela comeu metade da comida sozinha.
Como sempre, a despedida dos meus pais foi uma tortura. Sério, vê aqueles dois abraçados de lados com carinhas de cachorro abandonado é de partir o coração. Mas faz parte.
Um mês se passou desde o falecimento da minha avô. Minha vida voltou ao ritmo normal. De casa pro trabalho, do trabalho para casa. Às vezes eu e as meninas íamos para um barzinho, só para fazer uma socialzinha mesmo. Desde que voltei de Patrocínio, falei muito pouco com o Lucas. Era incrível, nossos horários nunca batiam, quando ele estava livre eu estava ocupada, e vice versa. Aquilo estava uma tortura sem tamanho.
Hoje é sábado, já está escurecendo e eu não consigo criar forças para levantar da cama. Não sei da onde saia tanto sono de mim, acho que eu estava trabalhando muito, sei lá. E aí, do nada, veio uma vontade louca, algo que eu não sentia a muito tempo. Tocar meu violão. Meu coração quase me esmagou, implorando para mim fazer isso. E assim fiz. Aquilo me fazia bem e me faria ficar mais perto dos meus anjos lá em cima. Peguei ele de dentro do armário e antes de começar dedilhar algumas notas, passei um pano para tirar o pouco de poeira que tinha nele.
Liguei meu notebook no site de cifras e escolhi a música que tá sendo meu xodó esses dias.
Ajeitei o violão no meu colo e comecei:
What would I do without your smart mouth...
Minha voz não saiu das melhores, mas mesmo assim continuei:
"Drawing me in and you kicking me out Got my head spinning, no kidding I can't pin you down What's going on in that beautiful mind I'm on your magical mystery ride And I'm so dizzy, don't know what hit me But I'll be alright
My head's under water But I'm breathing fine You're crazy and I'm out of my mind"
E sim, eu estava chorando e sim, eu só percebi isso quando senti as lágrimas cairem no meu peito. Olá, sou uma manteiga e está muito sol, valeu, falou!
Sorri. Aquilo me fazia bem, como pude ter parado com isso?
Voltei a tocar, agora para o refrão.
"Cause all of […]"
Parei por escutei a voz de alguém. Mas assim que parei de cantar, a voz, ruído, sei lá o que também parou.
- Quem tá ai? - falei olhando em direção a porta como se fosse aparecer alguém ali falando "ha iê iê". Óbvio, ninguém respondeu.
Levantei e ajeitei o violão no meu colo, meio desengonçada, meio não eu estava totalmente. Cantei baixinho, tocando apenas algumas notas do violão
"Cause all of me
Loves all of you
Love your curves and all your edges All your perfect imperfections"
Enquanto cantava e tocava fui indo em direção a porta. Sério, tinha alguém cantando junto comigo, só sei por causa do ritmo pois não dava para entender muito já que a criatura estava cochichando. Temos várias opções para o que seja ou melhor, quem seja. 1 A Bre: Ela pode ter esquecido alguma coisa em casa e voltou para pegar e quando escutou a música parou para cantar junto. Tipo, nada vê. 2 Podia ser um ladrão. Mas um ladrão não estaria parado cantando e sim roubando, certo?! Certo. 3 pode ser uma das meninas. Nunca se sabe, mais estranhas e loucas nunca vi igual.
"Give your all to me I'll give my all to you" Continuei e cheguei na porta. Meu coração virou do avesso, sorri de orelha a orelha, se duvidar deu a volta inteira na minha cabeça.
Como ele entrou? Eis a questão. Mas, não importa. Ele voltou!
- Lucas? - ele estava encostado na parede do lado da porta do meu quarto, parecia que estava em outro mundo e não ali comigo.
Ele me olhou de uma maneira que jamais vi. Recebi um meio sorriso dele enquanto seus olhos me encaravam de uma forma hipnotizadora. Ele não esboçou mais nenhuma reação até eu voltar a falar.
- Como você en - e aí ele me agarrou e me beijou. Assim, do nada. Sem ter tempo de reação ou qualquer coisa do tipo. E o que fiz? Me entreguei. Já disse, nossas línguas tem uma sincronia tão perfeita que sei lá, vou ali em Marte e já volto.
Meu violão já estava no chão, claro. Ele foi me guiando para dentro do meu quarto.
- Que saudade! - disse ofegante.
- Já estava doendo. - ele respondeu do mesmo modo.
Ele me deitou na cama e veio por cima de mim, sem braços estavam apoiados na cama do lado do meu corpo enquanto sua língua fazia um tour pela minha boca, explorando cada canto dela.
Ele me puxou me fazendo ficar sentada em seu colo. Me olhou por 1 hora, digo, uns 20 segundos e voltou a me beijar cada vez mais desesperado. Uma de suas mãos entrou por de baixo da minha regata, me alisando. A outra intercalava entre minhas pernas e minha nuca. Se ele tivesse sem camisa, juro que ele estaria todo arranhado. Mas como mãe dinah, ele tirou ela jogando-a em qualquer canto do quarto. E ele fez a mesma coisa com a minha.
Eu queria. Queria não, eu necessitava, caso de vida ou morte. Mas era mais forte que eu. Merda!
- Lucas - sussurrei.
- Xiiiii. Você confia em mim?
Concordei com a cabeça.
- Mas eu tenho medo. - me afastei dele.
- De quê?
- Do futuro. - falei já segurando para não chorar.
- Ei, olha aqui. - ele segurou meu rosto me fazendo-o encarar. - O futuro a Deus pertece. Viva o agora.
- Eu sei, é que - ele me interrompeu
- Eu te amo.
Voce quer nos matar de tanta curiosidade estou louca por mais capitulos posta logo .
ResponderExcluirAi que perfeito,quero mais capítulos.Pq vc some assim?Não some de novo ou então vou ficar louca.
ResponderExcluirLeitora nova aki e eu estou A-M-A-N-D-O entao continua logo ta sua lindaaaa
ResponderExcluirTWITTER- morena_do_canada
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Segue le ????